Por que nos desamparaste?

Coisas são coisas. São efêmeras. São vaidades. São fenômenos. Hoje surgem, amanhã desaparecem. Tais coisas de nada valem quando colocam em xeque a vida, a existência, o amor, a alegria, a satisfação.


O mundo materialista suplantou a essência do ser, da verdade, da felicidade...


É triste quando seres humanos abrem mão daquilo que é, a fim de “viverem” uma quimera, pensando com isso estarem ganhando... conquistando... vencendo... quando, na verdade, estão cavando suas próprias sepulturas com os próprios pés.


Esta é a desgraça dos homens: depositar no mundo e no seu ego as suas vidas, sem perceberem que, ao fazerem isso, estão naufragando nas águas da ilusão e sem saberem aonde chegarão.


O pior de tudo isso é a pseudo-certeza de acharem que, com isso, estão indo ao encontro de sua felicidade.


Ah, Pregador! Onde tu estás, para nos dissuadires de nossas vaidades e para abrires nossos olhos, fazendo-nos ver que não vale à pena sacrificar a vida em nome de nossos desejos mesquinhos quando o mundo ao nosso redor está a ruir-se?


Sim, eu sei. Tuas palavras estão apenas escritas em livro.


Mas... o que é um livro quando nossos olhos não podem ler, nem nossos ouvidos ouvir, nem nossas mentes entender!?

 

Resta-nos apenas colher os frutos de nossas próprias decisões e atitudes e depois perguntarmos a Deus: por que nos desamparaste?!


Alexandre Rodrigues

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