PELOS OLHOS DA FÉ

PELOS OLHOS DA FÉ

De tempos em tempos, todos nós experimentamos em nossas vidas o que corriqueiramente chamamos de altos e baixos. São situações e circunstâncias antagônicas, de alternância entre sucesso e fracasso, entre dores e alegrias, entre escassez e abundância.

Não há uma alma sequer sobre a face da Terra que não tenha passado ou que não continue a passar por esse inarredável processo de estar caminhando – de modo alternado – pelos “vales” e “montanhas” da existência humana.

Esses movimentos de anábase (ir para cima) e catábase (ir para baixo) são responsáveis por romper a neutralidade e a mornidão de nossas vidas e por nos fazer refletir sobre nossos reais, maiores e mais sinceros interesses em relação ao Senhor.

Pode parecer estranha a afirmação de que oscilações podem causar reflexões, despertamento e, por que não dizer, até ajustes em nosso relacionamento com Deus. Mas eu não me refiro às oscilações da nossa fé em Deus, no sentido de desacreditar que Ele É, isto é, no sentido de deixar de crer no EU SOU. Pelo contrário...

Refiro-me à capacidade de “ver” as campinas verdejantes ou os desertos áridos e escassos de provisão, que percorremos ao longo de nossa jornada – notadamente manifestos na forma de venturas e desventuras de nossa curta existência –, com um acurado olhar de quem vê além das bênçãos e das provações que nos cercam.

É necessário que vejamos nossas “quedas” e “ascensões” com os olhos da fé, como quem vê Aquele que é invisível, em cada uma das oportunidades de crescimento humano trazidas por tais experiências.

Precisamos ver na “materialidade” dos fatos apenas uma sombra da real existência para qual fomos chamados, com santa vocação. Afinal, somente pelos olhos da fé poderemos ultrapassar os limites da razão, do palpável, do doce ou do amargo, para adentrarmos na esfera divina da comunhão com o Eterno, que independe de momentos ou da alternância de situações. Daí teremos aprendido, como disse o apóstolo Paulo, a viver contente em toda e qualquer situação, sem sermos abalados pelas intempéries desta vida imediata.

Quando todas as lutas e provações passarem... quando, no final, olharmos para trás e virmos que já não estamos mais sujeitos aos dramas da existência terrena... quando nossos corações forem aprovados, depois de terem sido pesados e medidos por Deus... então nos daremos conta de que valeu a pena, e de que tudo o que vivemos nos possibilitou a darmos testemunho de nossa fé, na medida em que aprendemos a andar com os olhos fixos nAquele que é invisível.

Josué Argôlo

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