O Contexto dos Livros Proféticos – Daniel e Apocalipse:

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Sofrimentos e Lágrimas X Triunfo e Glória



Daniel: Cativeiro babilônico (séc. VI a.C). O contexto escolhido pelo Espírito Santo para trazer à luz tão gloriosas mensagens proféticas foi o cativeiro babilônico marcado pelo amargo sofrimento de Seu povo escolhido. De “ervas amargas” o Senhor extraiu o mais “doce vinho”. De entre as ruínas do povo de Israel, os eleitos de Deus, do meio do cativeiro babilônico, quando nenhuma esperança havia, Deus fez surgir, diante dos olhos de Daniel, mediante sonhos, visões e interpretações, o final glorioso da nação de Israel e o destino reservado às nações gentílicas, de dor, punição e morte. Embora não tenha ocultado o percurso doloroso a ser percorrido, a ênfase, todavia, recaía no desfecho final, momento no qual, os sofrimentos de Israel se transformarão em triunfo, e as lágrimas, em glória.

 

Apocalipse: (cerca de 95 d.C). O contexto do livro do Apocalipse é maravilhoso. Ao contrário do que imaginam, Apocalipse não é um livro de assombração, mas de revelação.

Revelação, primeiramente de Deus e de Seu cuidado paternal para com os Seus filhos. Em segundo lugar, revelação de Jesus Cristo, o cabeça da Igreja, de como o Senhor está, soberanamente, na direção de todas as coisas, conduzindo-as e determinando-as segundo o Seu propósito eterno revelado no livro selado com sete selos, hoje não mais selado, mas descortinado aos servos de Deus. Depois da morte dos apóstolos, estando somente o apóstolo João, vivo, por volta do ano 95 d.C, a igreja recebeu o Apocalipse. A igreja que descansava no testemunho dos apóstolos, esperançosa de que o Senhor Jesus voltaria para levá-la para si mesmo, começara a “cambalear” diante de tantas adversidades. Os apóstolos morreram, e Jesus ainda havia voltado. O último apóstolo vivo, João, depois de tentarem-no matá-lo, o exilaram na ilha de Patmos, e o Senhor ainda não tinha voltado. Centenas de novos cristãos sendo mortos pelas perseguições romanas, sem terem as palavras de ânimo daqueles que as ouviram, verbalmente, da boca do próprio Jesus, de que em BREVE, voltaria para recebê-los eternamente. Tudo isso gerava um profundo sofrimento, uma mistura de fé e dúvida, de esperança e desencanto, e ameaçava fazer “naufragar” a igreja nas águas da decepção e do desapontamento. Neste contexto, antes que a “luz se apagasse”, o Cristo glorificado apareceu a João dizendo: “O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas... é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e ”, antes de experimentarem o gozo de estarem para sempre com Jesus. Como em uma tela gigante o Senhor mostrou, a João e à Sua igreja, o final triunfante do Cordeiro com Sua noiva, e como que aqueles que os fizeram sofrer, os ímpios e satanás, sofrerão o castigo eterno. Este livro foi enviado com o fim de servir de inspiração à igreja, a fim de levá-los a permanecerem firmes na fé. Apocalipse é, portanto, um livro de CONSOLAÇÃO, antes de tudo.





Por Bispo Alexandre Rodrigues

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