A Importância da Palavra Profética:

2608 vezes

Edificação, exortação e consolação – (I Co 14:3)

Edificar: a primeira função da palavra profética é edificar. Não é sem razão que o livro do Apocalipse abre sua primeira página afirmando ser “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela ...”. Esta bem-aventurança alcança os que lêem, em voz alta, a palavra da profecia, nos cultos e os que a ouvem, desde que, muito mais que o mero ato de ler e ouvir, sejam guardadas as suas palavras no coração. A edificação por meio da palavra profética age como uma “...candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso ”. É um processo de iluminação e clarificação dos propósitos de Deus o qual, lenta e progressivamente, vai dissipação as trevas da alma, até o ponto de completo crescimento espiritual, o que é indicado pela expressão “dia perfeito” no texto acima referido.

Exortar: esta é a segunda função da palavra profética. Se por um lado, a profecia destina-se a edificação do caráter do crente, em seu desenvolvimento espiritual, por outro lado, constitui-se de advertências e exortações que buscam despertar aqueles que, alheios à realidade presente, estão no sono e embriagues deste século. Para aqueles que vivem neste mundo, iludidos com a sua aparência, não vendo, conseqüentemente, a sua temporalidade, faz-se necessário o uso da palavra da profecia, a qual revela, de antemão, qual o destino final de todas as coisas. Deste modo, assim como um aguilhão é capaz de penetrar o íntimo e fazer doer, despertando e trazendo o indivíduo à realidade, assim é a palavra profética: gera despertamento e temor nos corações, chamando-nos a uma vida piedosa, pois o tempo está .

Consolar: esta, das três razões mais importantes da profecia, é a que possui maior centralidade, quanto aos objetivos proféticos, visto ser intenção primária do Espírito Santo, o consolar, quando soberanamente legou ao, ao Seu povo, os dois principais livros proféticos da Bíblia: Daniel e Apocalipse. Nota-se, claramente, que ambos os livros foram escritos em momentos de grande crise do povo de Deus – o livro de Daniel, durante o cativeiro babilônico, e o livro do Apocalipse, no final da era da Igreja. Este foi um período, de certo modo, terrível, de certo modo, glorioso, para os discípulos, marcado pela morte de centenas de cristãos, incluindo os apóstolos, por perseguições em massa e pelo exílio do apóstolo João na ilha de Patmos. Deste sofrimento e da intenção de Deus em consolar o Seu povo, não lhes tirando as agruras, mas apontando o final de triunfo e glória, a eles reservado, nasceram os dois maiores livros proféticos de toda a Bíblia – Daniel e Apocalipse. Entendemos, portanto, que a consolação gera a exortação e a edificação. Isto é assim porque, ao sermos consolados mediante a antecipação dos fatos, de nossa participação na glória eterna com Deus, e da punição e condenação dos ímpios, somos exortados a não desanimar e a permanecermos firmes na esperança, o que certamente irá produzir a edificação.

Por Bispo Alexandre Rodrigues

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Avalie este item
(0 votos)

Bispo Sênior
Alexandre Rodrigues

Bispos
Eleilson Ferreira
Giovani Mantovani
Josué Argôlo
Marcos Oliveira
Moisés Gonçalves
Renato Sena
Vinícius Batista

Outros Links