Ensaio sobre profecias

ÊNFASE: MORRIS CERULLO – VERDADEIRO OU FALSO PROFETA?



“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos FALSOS PROFETAS têm saído pelo mundo fora” (1Jo 4:1).

 

Essa é uma advertência apostólica. João, o último dos doze apóstolos do Cordeiro, exorta os verdadeiros cristãos a procederem, responsavelmente, frente à avalanche de falsos profetas, que saem pelo mundo fora. NÃO DAR CRÉDITO é a primeira ordem. A segunda, COLOCAR À PROVA OS ESPÍRITOS para se certificar se procedem de Deus ou do mundo.  No primeiro momento, damos um passo para trás. Duvidamos. Recusamo-nos a dar ouvidos a qualquer voz suspeita, estranha. Em seguida, submetemos o falar do tal profeta ao crivo das Escrituras Sagradas. Se o seu falar estiver de acordo com a infalível Palavra de Deus, dizemos amém. Obedecemos. Seguimos. Pregamos. Se, todavia, a palavra foge ou escapa do trilho da verdade, criando distorções ou dissonâncias em relação ao falar divino registrado na Bíblia Sagrada, devemos trancar as portas de nossos lares e de nossos corações – 2Jo 10. Devemos dizer NÃO a qualquer forma de engodo, que – disfarçado de alimento – procura atrair-nos até tornar-nos presas e, por fim, alimentos daqueles cujo deus é o ventre. Esses, movidos por avareza, fazem comércio do povo de Deus, com palavras fictícias – 2Pe 2:3 Cf. Fp 3:19.

 

O falar divino (pelos profetas) vem a nós ou pela exposição das Sagradas Escrituras, ou mediante revelação divina de algo específico para determinado tempo e para um povo determinado. De todo modo, de uma maneira ou de outra, devemos sempre submeter o tal falar à luz da Bíblia, a Palavra de Deus. Se determinado profeta argumenta ter recebido de Deus uma palavra inédita, específica, devemos nos voltar às Escrituras com o fim de verificarmos se o que supostamente falou o Senhor pelo profeta está ou não de acordo com o que Deus primeiramente declarou em Sua Palavra escrita. Se porventura a profecia chega ao povo pela exposição das Escrituras, devemos verificar, pela própria Palavra, se a interpretação dada pelo referido profeta está correta, de acordo com os contextos, e que não se trata de uma interpretação particular e tendenciosa.

 

Não podemos nos esquecer de que, mesmo lendo exaustivamente a Bíblia e tendo-a aberta diante dos olhos, estamos sujeitos a sermos induzidos ao erro. Satanás, ao tentar a Cristo no deserto, recitou parte do Salmo 91, com o intuito de fundamentar, biblicamente, a sua tentação, dizendo: “Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque ESTÁ ESCRITO: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” – Mt 4:5-6. Vejam. O diabo, com o fim de enganar, não somente declara as Escrituras, como também reafirma a Sua autoridade, dizendo: está escrito. O que o diabo não sabia, ou fingia não saber, é o fato de que nenhuma profecia das Escrituras é de particular elucidação – 2Pe 1:20. Isto é, não se pode dar a um determinado texto o sentido que queremos, ou dizermos a seu respeito o que simplesmente achamos que ele significa. Por isso, respondeu-lhe Jesus: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” – Mt 4:7.

 

Este é um dos principais princípios hermenêuticos: a Bíblia interpreta a própria Bíblia. O sentido do texto usado por satanás não deveria ser diabolicamente determinado. Antes, a referida passagem bíblica deveria ser compreendida à luz de outro texto, restringindo-lhe o sentido e aplicação. Assim, satanás foi vencido mais uma vez; não pelo simples uso de textos da Palavra, mas pela Palavra interpretada corretamente consoante o todo da Escritura.

 

Somente assim, pode-se concluir precisamente o que Deus realmente falou. Aquilo que se entende a partir de textos isolados e recortados da Palavra não exprime a verdade, e, portanto, não se constitui a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é somente aquilo que Deus falou com o sentido que Ele mesmo determinou e estabeleceu. Não é possível, entretanto, encontrar o sentido correto de algum texto quando se ignora o que outros textos e contextos dizem a seu respeito. É necessário, pois, fazer dialogar, como Jesus o fez, texto com texto, Escritura com Escritura, contexto com contexto, para que a verdade se estabeleça pela manifestação da voz coletiva dos 66 livros da Bíblia Sagrada.

 

Esta é a razão por que Deus, em Sua infinita sabedoria, não legou a Sua revelação a um só homem, num único momento. Antes, utilizou-se de mais de 40 instrumentos, homens santos, que falaram da parte de Deus, inspirados pelo Espírito Santo, espalhados no tempo e no espaço, em três continentes distintos, ao longo de 1.500 anos. Nesse sentido, o falar de Deus é plural, ainda que a Sua verdade seja singular. É na articulação e reunião do falar divino nos muitos livros da Escritura que a verdade, que é una, é estabelecida. Eis o motivo por que nos é dito que nenhuma profecia é de particular elucidação.

 

O apóstolo Paulo, conhecedor das sutilezas de satanás no manuseio das Escrituras, advertiu a igreja, dizendo: “Mas receio que, ASSIM COMO a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, ASSIM TAMBÉM seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” – 2Co 11:3. Ora, como o diabo enganou a Eva no jardim? Primeiramente ocultando a sua verdadeira identidade por detrás de uma serpente; depois, utilizando indevidamente a Palavra de Deus, contra o próprio Deus, distorcendo o sentido e significado, ao inverter o falar do Eterno – Gn 3:1 Cp. Gn 2:16-17. Foi por saber dessa estratégia do Maligno que o apóstolo dos gentios nos advertiu contra os FALSOS APÓSTOLOS, OBREIROS FRAUDULENTOS, os quais se transformam em apóstolos de Cristo, com o intuito de enganar – 2Co 11:13.

 

Não se engane, pois, a despeito de quanto parece verdadeiro. Mesmo que leiam alguns textos das Escrituras, não se deixe levar pelas aparências. Ainda que se derrame uma lágrima, forçadamente, coloque à prova todo e qualquer falar, indistintamente. Mesmo que expulsem demônios, profetizem, curem. Não creia. A menos que esses sejam reconhecidos, por palavras e obras, como aqueles que, acima dessas coisas, fazem a VONTADE DO PAI CELESTIAL revelada em Sua Palavra – Cf. Mt 7:21-23.

 

Depois de estabelecidas essas bases, entremos nos objetivos que nos levam a escrever estas páginas. A igreja de Jesus Cristo, no Brasil, tem recebido constantemente homens importados dos Estados Unidos, os quais se apresentam como profetas, declarando possuírem um falar profético da parte de Deus para o Seu povo. Dentre esses, destaco um, cujo nome é MORRIS CERULLO. Recentemente, no programa de televisão Vitória em Cristo, na Band, exibido no dia 30/07/2011, sob o respaldo, aprovação e admiração do Pr. Silas Malafaia, Cerullo declarou ter recebido ordens de Deus para vir ao Brasil e profetizar ao povo. Segundo ele, Deus lhe entregou três dons para ser liberado: 1) o dom do discernimento; 2) o dom da visão espiritual; e, 3) o dom da medida extra (riquezas de caráter material). Esta é a profecia, pois, que colocaremos à prova, pela luz da Palavra de Deus.

 

Partindo dos dois padrões apresentados acima, de que o profeta ou fala pela exposição das Escrituras ou por palavra jamais dita, isto é, mediante o dom da revelação, faremos uma análise de seu falar, utilizando sempre a palavra de Deus por medida, para aferir a veracidade ou falsidade de suas palavras. Comecemos pela sua exposição das Escrituras, dos textos por ele utilizados, para fundamentar sua visão e suas palavras.

 

1)  NUMEROLOGIA BÍBLICA:

 

Segundo Cerullo, Deus se utiliza dos números na Bíblia como ponto de contato. Isto é, Deus faz promessas aos homens, promessas essas contidas nos números, para que, quando focadas (descobertas e cridas), haja um “incrível romper”. Em seguida, exemplifica com os números 8 e 9, os quais são por ele interpretados como “um novo começo” e “nada faltando”, respectivamente. Daí, usando esses dois números por trampolim, chega à conclusão de que o número 11 (do ano de 2011) significa “medida extra”. A partir dessa concepção afirma que estamos num momento profético em que o Senhor deseja nos fazer transbordar em toda a riqueza.

 

Ora, quando tratamos com os números na Bíblia devemos levar algumas coisas em consideração. A primeira delas é o fato de que não há nos números NENHUM PROGNÓSTICO. Não existe, por exemplo, como dizem os supersticiosos, uma onda de azar no dia treze. Como se o fato de um determinado dia ser identificado na sequência dos dias pelo número treze atraísse algum mal sobre os homens. Quando Deus se utiliza de números na revelação bíblica, utiliza-os como sinal, que vem a representar algum aspecto de Sua vontade e de Sua verdade.

 

Por exemplo, o número dois representa “testemunho”. Disto testifica a própria Bíblia quando, falando de um testemunho verdadeiro, diz ser necessária a presença de DUAS testemunhas. Nunca o testemunho de uma só pessoa é válido. O próprio Jesus fez menção desse princípio em João 8:17-18. Por essa razão, a Lei e os Profetas são-nos apresentadas como testemunhas da Justiça de Deus, Jesus Cristo – Rm 3:21. O antigo e novo testamento são os dois grandes testemunhos a respeito de Cristo. Além desses exemplos, há ainda as duas testemunhas escatológicas a se manifestar e testemunhar da verdade durante o tempo da grande tribulação.

 

O número quatro, por sua vez, representa a criação. Querendo Deus fazer representar diante de si a sua criação, nos diz no Apocalipse que há diante do trono QUATRO criaturas viventes, com QUATRO rostos cada uma: rosto de leão; rosto de águia; rosto de boi; e, rosto de homem. Toda a criação ali representada diante de Deus: os animais selváticos, na figura do leão; os animais domésticos, na figura do boi; as aves, na figura da águia; e o homem, na figura do próprio homem. Há, entretanto, duas exceções: os peixes e os répteis que não se encontram ali representados. O motivo? É porque estes, no que se refere à criação, simbolizam os demônios (peixes – que vivem nas águas) e os anjos caídos (répteis).

 

As QUATRO criaturas viventes são querubins, conforme nos revela Ezequiel em seu livro (1:19 cf. 10:9-14 cp. Ap 4:7). Eis o motivo, pois, por que o Senhor ordenou a Moisés que bordasse QUERUBINS no véu do santuário – Ex 36:35. Uma vez que o véu é símbolo da carne (humanidade) de Cristo (Hb 10:19-20), quando o Senhor foi crucificado, o véu se rasgou, e ali, na sua carne, foi crucificada a criação, representada pelos querubins, as criaturas viventes, sendo redimidas pelo sacrifício vicário de Jesus Cristo. Os anjos caídos e os demônios estão excluídos do ato redentor do Filho de Deus.  

 

Os números na Bíblia possuem essa finalidade. Deus oculta verdades eternas consoantes ao Seu propósito e obra mediante o estabelecimento de números em toda a Escritura. Uma vez associado um princípio a um número, os filhos de Deus poderão obter algum conhecimento relativo a Deus ou à Sua vontade, enquanto o mundo permanecerá ignorante e alheio à verdade divina. Esse foi um procedimento utilizado pelo profeta João, na ilha de Patmos. Querendo revelar algo a respeito do anticristo, disse: o número da besta é número de homem, e esse número é 666 – Ap 13:18. Ora, vede. O número 6 é o número do homem criado, pois este foi criado no 6º dia. Mas o que significa o número 6 repetido 3 vezes? Vejam. O número 3 aponta para Deus, e implica na tripessoalidade divina – o Deus triúno. Nesse caso, 666 significa o homem (6) que, querendo ocupar o lugar de Deus (3), se faz deus a si próprio (666), a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus – 2Ts 2:3-4.

 

Esse é o objetivo da numerologia bíblica. NUNCA SE REFERE A PROGNÓSTICO. Além disso, ao buscar as representações numéricas, deve-se tomar o cuidado de não criar algo, induzido por uma mente carnal. Quando por exemplo Morris Cerullo afirma que o número 9 significa “NADA FALTANDO”, confesso que tenho dificuldade de compreender o que diz. Pois como explicar o número nove na parábola da dracma perdida? (Lc 15:8-10). O texto nos diz que uma mulher tinha DEZ moedas. Perdendo UMA, e restando-lhe somente NOVE, pôs-se a procurar a que tinha perdido. Pergunto, pois: o que significa, nesta parábola, o número NOVE? A resposta certamente é: FALTANDO UMA. Isto certamente contraria o conceito estabelecido por Cerullo. O mesmo se dá com a parábola das cem ovelhas (Lc 15:3-7). Tendo o pastor perdido uma ovelha, restou-lhe somente 99. O número nove novamente aparece no contexto bíblico como símbolo de FALTANDO UMA, o contrário do que diz Cerullo, NADA FALTANDO.

 

O problema maior é o uso e as motivações com que Cerullo utiliza-se dos números. Ignorando o significado dos números para a revelação da verdade de Deus em Sua Palavra para o Seu povo, utiliza-os para fazer prognóstico, afirmando que se estamos no ano de 2011, estamos então dentro de um período circular de tempo em que, em razão do número 11, Deus há de ministrar bênçãos extraordinárias. Ora, quem lhe disse que o número onze significa MEDIDA EXTRA? Além disso, o problema toma maiores proporções quando a suposta bênção da medida extra é prometida à custa de uma semente no valor de R$ 911,00.

 

O número 11 significa INCOMPLETUDE. Só se é possível chegar a essa conclusão baseado nos significados do número dez e do número doze, uma vez que onze encontra-se exatamente entre esses dois. Enquanto DEZ é um número completo, pois é a completude das dez casas da escala de 0 a 9, base para todas as combinações numéricas, assim como há os exemplos bíblicos das dez dracmas, das cem ovelhas (10x10), DOZE é o número da plenitude. João, no Apocalipse, mostra-nos como que, ao reunir o Senhor todo o Seu povo, mortos e vivos, judeus e gentios, representa-os, na Nova Jerusalém, pelo número DOZE. O número ONZE, portanto, não é nem completo nem pleno. Antes, fala de incompletude, como é o exemplo do ministério apostólico formado por doze lugares. Na falta de um dos apóstolos, pois Judas havia traído ao Senhor, restando apenas ONZE, não se podia falar em medida extra. Era necessário outro apóstolo para atingir a medida plena. Por essa razão, Pedro aventurou-se na promoção de uma eleição para a escolha daquele que ocuparia o lugar de Judas, a fim de ver completo o número de apóstolos (ler artigo intitulado O DÉCIMO FUNDAMENTO DA NOVA JERUSALÉM, no site www.devoltaapalavra.com, em Perguntas e Respostas).

 

Pior que os disparates numéricos de Cerullo são seus objetivos, os quais ele não faz questão de esconder: arrecadar dinheiro, muito dinheiro. (Se para si mesmo, ou para outro, ou se na base da metadinha, eu não sei). O que sei é que a o dom da medida extra foi oferecido para aqueles que estivessem dispostos a semear R$ 911, 00. Ora, isso está em contradição direta com o claro ensino das Escrituras. LEIA A BÍBLIA: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI” – Mt 10:8. As bênçãos de Deus são confiadas gratuitamente aos seus despenseiros, a fim de serem liberadas GRATUITAMENTE aos homens. Pergunto: quanto Morris Cerullo pagou pelos dons que trouxe ao Brasil (se é que tinha algum)? [...]. Por que, então, quer ganhar vantagem com aquilo que não lhe custou nada? Isso me lembra de um texto da Escritura, que diz: “também, movidos por avareza, FARÃO COMÉRCIO DE VÓS, com palavras fictícias [...]” – 2Pe 2:3. 

 

Como os homens de Deus mudaram! Eliseu, nos tempos antigos, não aceitou oferta em troca da cura que ministrara sobre a vida de Naamã – 2Rs 5, ainda que o seu moço, Geazi, tomado por ganância, requereu posteriormente a recompensa, o que lhe custou caro: foi atingido pela lepra que estivera sobre o oficial do rei da Assíria. Balaão, semelhantemente, amando o prêmio da iniquidade (a recompensa financeira), acabou por ensinar Balaque a armar ciladas contra o povo de Deus – 2Pe 2:15. Não é sem razão, pois, que o apóstolo Paulo nos adverte, dizendo: “os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” – 1Tm 6:9-10.

 

No novo testamento, há também o exemplo de Simão, o mágico, que, depois de supostamente convertido, queria comprar, com dinheiro, o dom de Deus. Pedro, entretanto, como verdadeiro apóstolo que era, respondeu-lhe: “o teu dinheiro seja contigo para perdição, pois JULGASTE ADQUIRIR, POR MEIO DELE (o dinheiro), O DOM DE DEUS. Não tens parte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus” – At 8:20-21.  Assim, Simão, Balaão, Geazi, e tantos outros que procedem de modo semelhante, do passado ou do presente, pensam que a piedade é fonte de lucro – 1Tm 6:5. Destes, ordena a Escritura, foge – 1Tm 6:11 cf. 2Tm 3:5.

 

Analisadas essas poucas questões até aqui tratadas, concluímos que esse tal profeta, Morris Cerullo, NÃO PROCEDE COMO UM VERDADEIRO HOMEM DE DEUS. Continuemos, então, em nossa investigação, para descobrirmos a sua verdadeira identidade.

 

2)  TEXTOS VETEROSTESTAMENTÁRIOS:

 

Na tentativa de fundamentar a sua revelação, Morris se utiliza de alguns textos da Escritura. E, para gerar fé nas pessoas, repetidas vezes faz menção do texto de Números 23:19: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa”. E então, pergunta: “Deus mente”? [...]. Ora, com isso Cerullo persuade os telespectadores a crer naquilo que ele irá ler na Bíblia, como se aquele falar, na Escritura, fosse uma Palavra de Deus dirigida diretamente para o povo do século XXI, especialmente para os do ano de 2011.

 

Alguém pergunta: está o Cerullo errado, por proceder desse modo? Ora, vede. Este é um erro muito comum no meio do povo de Deus: tomam para si toda e qualquer palavra da Bíblia, sobretudo as do antigo testamento, como se Deus lhes estivesse falando e prometendo-lhes as bênçãos ali descritas. Isso, todavia, fazem somente com as palavras de bênçãos e promessas de riquezas materiais. Os juízos e os inumeráveis mandamentos da lei, dizem, são coisas do passado, do tempo de Moisés, os quais o Senhor aboliu na cruz do Calvário. Com isso, fazem uma verdadeira seleção daquilo que julgam aplicável a nós, nos dias de hoje, enquanto o restante, a maior parte da Escritura veterotestamentária, nem ao menos é mencionado. É na base desse equívoco que muitas campanhas são realizadas em nome de Deus. Um bom exemplo disso aconteceu recentemente em uma igreja neopentecostal: a campanha da meia. Os pastores ungiam meias, para que os incautos e indoutos, embora crédulos, as calçassem, a fim de conquistarem os territórios em que seus pés pisassem. Baseado em quê? No texto em que Deus diz a Josué: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés” – Js 1:3. E ai? Deus mente? (Nm 23:19). Não, caros irmãos. DEUS NÃO MENTE. O que, entretanto, deve ser considerado, é que Deus não declarou esta palavra a nós. Essa é uma promessa feita a Josué, que iniciaria a conquista da boa terra de Canaã, a qual o Senhor prometeu a Abraão, Isaque e Jacó.

 

Não temos, pois, o direito de reivindicar algo que Deus não nos prometeu, nem podemos mentir àqueles que nada sabem das Escrituras, dizendo que Deus lhes fará herdar essa ou aquela propriedade, baseado indevidamente no texto de Josué 1. Os que assim procedem ou não conhecem as Escrituras, e, portanto, não deveriam se aventurar num ofício que desconhecem, ou, se sabem da verdade e não pregam, são falsos profetas, e devem, pois, ser confrontados pelo poder da verdade.

 

Assim procedeu, indevidamente, Morris Cerullo, ao usar o texto de Joel 2:21-25, como base de seu discurso. A partir dessa passagem da Escritura, Cerullo disse que Deus alegraria o Seu povo e os faria prosperar, dando-lhes as chuvas, o cereal, o azeite e o vinho. O que ele não disse, entretanto, foi para quem Deus proferiu essas palavras, conforme se verifica, no próprio texto, no vocativo “FILHOS DE SIÃO” – 2:23. Isto é, Deus, nessa passagem, fala aos filhos de Israel, mais precisamente às duas tribos – Judá e Benjamim –, o reino de Judá, em Jerusalém.

 

Naquela ocasião, o reino de Judá sofria, da parte de Deus, dura disciplina. Deus os havia castigado com uma praga de gafanhotos, que haviam devastado toda a lavoura. Os céus haviam retido as chuvas, e os campos já não produziam. Tudo isso, porque o povo de Deus não cumprira o pacto do Sinai. YHVH havia feito com a nação dos filhos de Israel uma aliança condicional, no monte Sinai, ao libertá-los do cativeiro egípcio. Esta era uma aliança baseada na obediência ou desobediência do povo. Caso viesse a obedecer às leis, aos estatutos, gozaria do favor divino que o encheria de bênçãos, NA TERRA QUE O SENHOR LHE DEU POR HERANÇA – Cf. Dt 4:40; 11:8-9; 28:1-14. Se porventura desobedecesse, maldições recairiam sobre a nação – Cf. Dt 28:15-45.

 

Cerullo não atentou para esses contextos. Na verdade, ignorava-os completamente ao mencionar outros textos semelhantemente inaplicáveis aos nossos dias, textos cujos princípios são próprios da antiga aliança. Não bastassem esses equívocos elementares para um Doutor, mudou o texto, assim como a serpente fez no Éden. Pois, qual a condição imposta por Deus para que o Seu povo da antiga aliança gozasse de uma terra próspera? Leia o que se nos diz em Deuteronômio: “[...] mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas; terra de que cuida o SENHOR, vosso Deus; os olhos do SENHOR, vosso Deus, estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano. SE DILIGENTEMENTE OBEDECERDES A MEUS MANDAMENTOS QUE HOJE VOS ORDERNO, DE AMAR O SENHOR, VOSSO DEUS, E DE O SERVIR DE TODO O VOSSO CORAÇÃO E DE TODA A VOSSA ALMA, darei as CHUVAS da vossa terra a seu tempo, AS PRIMEIRAS E AS ÚLTIMAS, para que recolhais o VOSSO CEREAL, E O VOSSO VINHO, E O VOSSO AZEITE” – 11:11-14 Cf. Jl 2:23-23. Esta, pois, era a condição de Deus para o seu povo, a fim de gozarem dessas bênçãos: amar ao SENHOR e servi-lO de todo o coração e alma. Entretanto, sob que condição ofereceu-as CERULLO? SOB A CONDIÇÃO DE OS CRENTES AMAREM A DEUS E O SERVIREM DE TODO O CORAÇÃO, conforme o texto? NÃO. NÃO. NÃO. Sob que condição, então? SOB A CONDIÇÃO DE OFERTAREM R$ 911,00.

 

Não bastasse a falta de conhecimento contextual das Escrituras (ou o ignorar deliberadamente), modificou, em nome de Deus, as condições do pacto. Como diria Boris Casoy: ISSO É UMA VERGONHA.

 

Analisada mais uma porção do falar profético de Morris Cerullo, concluímos que, não somente se trata de um HOMEM QUE NÃO PROCEDE COMO UM VERDADEIRO HOMEM DE DEUS, mas, no mínimo, é também um PROFETA ENGANADO. Digo profeta engando levando em conta que, a despeito de seu título de Doutor, é provável que lhe falte esse conhecimento rudimentar, a respeito das alianças. Mas é necessário prosseguirmos em nossa investigação para chegarmos a um completo conhecimento de sua identidade.

 

3) PROFETA ENVIADO POR DEUS:

 

Este é o ponto mais dramático do falar de Morris Cerullo. Independentemente do que dizem as Escrituras, Cerullo afirma, categoricamente, que Deus lhe enviou para profetizar ao Brasil, dizendo: “FILHO, VOLTE AO BRASIL, E EU QUERO QUE PROFETIZE SOBRE O MEU POVO”. Nesse sentido, Morris afirma receber um falar inédito e específico ao povo de Deus no Brasil. MORRIS CERULLO, um profeta de Deus para a nossa era. E mais: não um profeta pela via da exposição das Escrituras, mas pelo dom de revelação, mediante o qual Deus lhe fala, pessoalmente, ordenando-lhe que vá às nações com suas mensagens.

 

Ok. Mas qual é mesmo a mensagem que Deus lhe incumbiu que trouxesse? Segundo ele, Deus lhe conferiu três dons, os quais seriam por ele ministrados ao povo de Deus: o dom do discernimento, o dom da visão espiritual e o dom da medida extra. O interessante de tudo isso é o fato de que os dois primeiros dons não nos servem para discernir os espíritos e para produzir uma visão espiritual a respeito do supremo propósito de Deus.  Antes, os dons do discernimento e da visão precedem o último com o fim de servi-lo. Isto é, o discernimento e a visão, segundo Cerullo, objetivam “abrir os olhos” dos crentes a fim de que vejam que o tempo presente, o ano de 2011, é um tempo em que Deus quer derramar bênçãos financeiras, não numa medida ordinária, mas, extraordinária. Assim, presume-se que somente os que recebem os dois primeiros dons, do discernimento e da visão, podem proceder em conformidade com a palavra do profeta, ofertando-lhe R$ 911,00, para, então, apropriarem-se do dom da medida extra. Isso significa que aqueles que não ofertarem, ou de alguma forma se opuserem, assim o fizeram porque certamente não foram agraciados com o discernimento e a visão necessária. Muito estranho, não acha? Isso é inédito na história de Deus com o Seu povo. Leia todos os profetas, e nunca, jamais, verá tal coisa, horrenda, realizada em nome de Deus... A não ser que seja da parte de profeta que não seja da parte d’Ele.

 

Como, porém, julgar esse falar inédito? Ora, basta buscarmos na Palavra de Deus profecia que diga respeito ao nosso tempo, escrita para nós dos dias de hoje, e fazermos a comparação. Se não houver atrito entre a profecia de Cerullo e a da Bíblia Sagrada, não devemos despreza-la. Todavia, se não somente houver atrito, mas forem incompatíveis, como se o Deus da Escritura não fosse o mesmo que falou ao Cerullo, devemos declará-la profana, falsa, perversa. Pois, bem. A profecia própria para o nosso tempo, de maneira peculiar, a que devemos comparar a profecia cerulliana, é a que se encontra em Apocalipse 3:14-22 – carta à igreja em Laodicéia.

 

O livro do Apocalipse foi escrito por João e destinado às sete igrejas da Ásia: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia – Ap 1:11. Conforme sabemos, esse livro profético divide-se em três partes: as coisas que viste (1:10-18), as coisas que são (2 – 3) e as coisas que hão de acontecer depois dessas (4 – 22), segundo se lê em 1:19 desse livro.

 

Ora, as coisas que vistes, isto é, as que João acabara de ver – a visão do Cristo glorificado entre os sete candeeiros de ouro –, encontra-se no capítulo primeiro do Apocalipse. As que hão de acontecer depois destas encontra-se a partir do quarto capítulo (4:1). As coisas que são (as do tempo presente) encontram-se nos capítulos dois e três, a saber, as sete igrejas da Ásia. Estas igrejas, portanto, que compreendem o espaço entre a glorificação d’Aquele que esteve morto e tornou a viver (1:18) e os eventos escatológicos do tempo do fim, espaço este que já somam 21 séculos, são igrejas proféticas, que sinalizam, cada uma delas, um período profético da Igreja do Senhor na terra ao longo de toda a sua história.

A glorificação de Jesus Cristo 

(as coisas que vistes)

A história-profética da Igreja

(as coisas que são)

Os eventos escatológicos

dos últimos sete anos

(as coisas que hão de acontecer depois destas)

Apocalipse 1 Apocalipse 2 – 3* Apocalipse 4 – 22

Quadro 1 - Esquema Apocalipse 1:19.  (* ÉFESO igreja do primeiro século I e LAODICÉIA do século XXI)

 

Assim, Éfeso representa a igreja do primeiro século; Esmirna, de acordo com o seu conteúdo profético, profetiza o tempo da igreja de Jesus Cristo no segundo século; Pérgamo preenche a história da igreja dos séculos III a V; Tiatira faz menção profética da igreja nos séculos VI a XV; Sardes diz respeito à igreja dos séculos XVI e XVII; Filadélfica profetiza a experiência da igreja do século XVIII; Laodicéia, finalmente, refere-se à igreja dos séculos XIX, XX e XXI, o que inclui a presente era.

 

Em cada carta, de acordo com o tempo profético indicado, o Cristo glorificado tem uma mensagem especial para a sua igreja. O falar divino às sete igrejas está de acordo com as verdadeiras necessidades da igreja. Jesus se manifesta às igrejas, com o fim de falar-lhes ao coração, de corrigir seus erros e desvios, de encorajá-las a se manterem fiéis em tempos de apostasias, e de gerar cristãos vencedores, segundo a sua vontade e propósito.

 

Assim, basta lermos o que o Senhor tem a dizer para a Sua igreja do século XXI – igreja em Laodicéia – e compararmos ao falar do Cerullo, e logo saberemos o resultado. Leiamos, pois, a profecia bíblica:

 

Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que NEM ÉS FRIO NEM QUENTE. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, ESTOU A PONTO DE VOMITAR-TE DA MINHA BOCA; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que TU ÉS INFELIZ, SIM, MISERÁVEL, POBRE, CEGO E NU. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas – Ap 3:14-22.

 

Observem o paradoxo dessa igreja mundana: rica e abastada (de riquezas materiais), porém miserável, totalmente destituída dos bens eternos e espirituais. O Senhor não está satisfeito com esta igreja; afinal, Jesus está a ponto de vomitá-la de Sua boca. Essa leitura da igreja atual não é feita pela profecia cerulliana. Antes, Cerullo afirma que Deus lhe disse que a igreja no Brasil é muito especial para Ele, razão porque quer ministrar-lhe a unção da medida extra. Na profecia bíblica a respeito da igreja dos tempos presentes, o Senhor enxerga a miséria espiritual de Seu povo, e aconselha-o a comprar, d’Ele, a verdadeira riqueza espiritual (ouro refinado pelo fogo), vestiduras brancas para tratar com o problema das transgressões e da falta de justiça, e colírio para ungir os olhos, a fim de que veja.

 

Vejam a contradição entre a profecia bíblica e a de Morris Cerullo:

PROFECIA DE MORRIS CERULLO PROFECIA BÍBLICA DE APOCALIPSE 3

“DEUS” ESTÁ SATISFEITO COM O SEU POVO;

DEUS ESTÁ A PONTO DE VOMITAR DE SUA BOCA O SEU POVO INDECISO;

“DEUS” QUER ABRIR OS OLHOS DE SEU POVO PARA QUE VEJAM QUE O TEMPO PRESENTE CONSTITUI UM CICLO DE GRANDE FAVOR DE SUA PARTE – A MEDIDA EXTRA;

DEUS QUER ABRIR OS OLHOS DE SEU POVO PARA QUE VEJAM SUA CONDIÇÃO ESPIRITUAL, QUE É DE MISERIA, CEGUEIRA E VERGONHA;

“DEUS” QUER ENRIQUECER O SEU POVO COM A RIQUEZA MATERIAL;

DEUS ACONSELHA O SEU POVO QUE COMPRE, DELE, VERDADEIRAS RIQUEZAS (ETERNAS), VESTIDURAS ESPIRITUAIS PARA TRATAR COM OS PECADOS E COM A FALTA DE JUSTIÇA, E COLÍRIO PARA UNGIR OS OLHOS A FIM DE QUE VEJA A SUA REAL CONDIÇÃO;

“DEUS” MOSTRA O CAMINHO PARA A AQUISIÇÃO DA BÊNÇÃO DA MEDIDA EXTRA: R$ 911, 00.

DEUS MOSTRA O CAMINHO PARA A AQUISIÇÃO DESSAS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS: O ARREPENDIMENTO (3:19).

Quadro 2 - Contradição entre a profecia bíblica e a de Morris Cerullo.

 

Ora, claramente se percebe que o deus que falou tais palavras a Morris não é o mesmo Deus das Escrituras. Deus não se contradiz em todas as Suas palavras. A contradição entre as palavras de Cerullo e as palavras de Cristo é gritante. O Deus da Escritura certamente não lhe falou essas palavras. E se Deus não lhe falou, de onde vêm tais palavras? Leia alguns textos da Palavra de Deus:

 

Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e VOS ENCHEM DE VÃS ESPERANÇAS; falam AS VISÕES DO SEU CORAÇÃO, NÃO O QUE VEM DA BOCA DO SENHOR. Dizem continuamente aos que me desprezam: o SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração dizem: Não virá mal sobre vós – Jr 23:16-17.


Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirma: Ele disse. Eis que sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz o SENHOR – Jr 23:31-32.

 

Por tudo isso, tendo analisado esta terceira parte, concluímos que MORRIS CERULLO é: 1) de acordo com o seu procedimento dissonante aos de todos os homens de Deus na Bíblia, inclusive ao mandamento explícito de Cristo, de que aquilo que dele recebemos de GRAÇA devemos dá-lo de GRAÇA, Cerullo é um HOMEM QUE NÃO PROCEDE COMO UM VERDADEIRO HOMEM DE DEUS; 2) segundo a sua teologia distorcida e  hermeneuticamente reprovada, Cerullo é, a despeito do título de Doutor que carrega consigo, um PROFETA ENGANADO; e 3) baseado em suas profecias que não se compatibilizam às profecias das Escrituras, Cerullo é revelado FALSO PROFETA.

 

O que nos consola são as palavras do apóstolo Pedro, ao nos falar a respeito dos falsos profetas que, movidos de ganância, fazem comércio do povo de Deus, usando palavras fictícias. A respeito deles, disse Pedro: “[...] para eles O JUÍZO LAVRADO HÁ LONGO TEMPO não tarda, e a SUA DESTRUIÇAO não dorme” – 2Pe 2:3. Graças a Deus! É só uma questão de tempo. O Senhor da Igreja está às portas. Logo, o juiz de toda a terra intervirá, e toda ação maligna dos homens maus e perversos contra a Sua igreja será bruscamente interrompida – quando, à meia-noite, se ouvir o grito: “Eis o noivo”. Ai! Ai! Ai! Diante do eterno, as riquezas adquiridas, de grão em grão, de R$ 911,00 em R$ 911,00, de nada aproveitará, quando o Santo julgar o Seu povo, cada um segundo as suas obras.

 

O objetivo destas páginas é a orientação do povo de Deus, segundo a Bíblia Sagrada, para que os crentes tenham parâmetros para julgar, não somente a mensagem de Morris Cerullo, mas qualquer outro falar que surja em nosso meio. Não se trata de questões pessoais, até porque sequer conheço o tal homem, nem ao menos o seu colega que tão gentilmente o promove aqui no Brasil. Quantos queiram questionar-me, faça-o mediante a exposição da Escritura. Não discuto opiniões. Discuto teologia. Ofensas pessoais são próprias daqueles que não possuem instrumentos suficientes para defender o que creem dentro dos limites da Palavra. Minha oração a favor destes, é para que o Deus da glória abram seus olhos espirituais, a fim de que vejam, arrependam-se e se unam a nós na luta pela defesa da fé (Jd 3).




Bispo Alexandre Rodrigues

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